domingo, 10 de abril de 2011

Olhar






De quem é este olhar?

Olhar cansado da magoa

Onde a lágrima está a chegar

Sem que ninguém a consiga parar.


Estes olhos são os meus

Tão crescidos que eles estão

Já não existem lágrimas de criança

Nestes meus olhos cançados

Mas lágrimas adultas

Onde lhes falta esperança.


Ah! Os olhos de criança

Que com inocência veêm o mundo

Parece tudo tão belo

Uma felicidade sem fundo.


Agora não

Que os meus olhos estão cansados

Não quero ver o mundo agora

Pois os olhos não veêm pureza

Só são rodeados pela tristeza.


A culpa é do coração

Que sente tudo de mal

Exagera nas sensações

Sujando todo o meu olhar

Para o lado negro das emoções.


Por vezes a luz brilha,

Mas que brilho! Tão ténuo.

Foi-se, durou uns dias,

Ou talvez uns sonhos

Já não sei.


As rosas do meu mundo

Acabam sempre por murchar,

Tal como a felicidade

Em redor do meu olhar.

Natureza





Dizem que

A natureza é perfeita

Mas cá para mim

Ela é suspeita.


Sabe todas as histórias

Deste mundo

Do rico homem

Ao vagabundo.


Ninguém sabe mais

Do que ela

Continuando simples

E tão bela.


Se ouvires com atenção

Vais ser capaz de ouvir

O segredo que o vento

Não quer deixar fugir.


Há muito que não escrevia, por motivos técnicos, espero que não volte a acontecer.